Merche Romero vai para um lado e para o outro a falar de Ronaldo.

Por sua vontade, iria ver todos os jogos da Selecção Nacional à Alemanha, não só para aplaudir a exibição dos jogadores portugueses, mas, acima de tudo, para ver brilhar um jogador em particular: Cristiano Ronaldo. Numa viagem de trabalho, Merche Romero juntou-se à equipa do programa da RTP Portugal no Coração, para ir ver o primeiro jogo da selecção das quinas em Colónia, onde aproveitou para desfrutar de alguns momentos descontraídos ao lado de vários amigos e colegas de profissão.
À chegada ao aeroporto de Lisboa, na madrugada de segunda, e vestida a rigor com as cores da nossa Selecção, a apresentadora não escondeu a sua alegria pela vitória de Portugal frente a Angola, e cedeu, em exclusivo, algumas fotografias à CARAS que retratam efusivamente esta sua visita-relâmpago ao grande cenário do mundial de futebol.
“Não estava propriamente nervosa com o jogo. Tenho sentido uma grande pressão devido a todo o mal-estar que a Comunicação Social me tem provocado nos últimos tempos, mas tenho aguentado e engolido tudo o que se publica. Não posso dizer que não comece a ter vontade de explodir. Eu e o Cristiano só queremos mostrar que estamos bem, e que nada nos afecta, que conseguimos ultrapassar tudo.
É triste que em Portugal queiram afectar os jogadores desta maneira, e não me refiro só ao Cristiano. Ainda por cima num momento como este, que é histórico. Todos têm direito a uma vida pessoal, esteja ela a passar uma fase boa ou má, esteja ela no começo ou no fim”, sublinhou, determinada, a apresentadora.
Foi na véspera de embarcar para a Alemanha, durante uma festa organizada pelo operador turístico Entremares, que se realizou na praia da Bela Vista, na Costa de Caparica, que Merche revelou alguns detalhes sobre o seu relacionamento com Cristiano Ronaldo, falou sobre a evidência de ambos se terem tornado um dos casais mais mediáticos do momento no nosso país e ainda se referiu à prova de fogo que o namorado está a viver na Alemanha.
– Assistiu aos últimos treinos da Selecção em Évora. Como é que se sentiu?
Merche Romero – Acho que os jogos de treino são como ensaios para mim. Eu detesto ensaiar, confesso. Não dou de mim um terço daquilo que dou nos directos. Nunca é a mesma energia, e senti isso mesmo ali, com os jogadores. Além disso, eles não se podiam magoar.
– Sente que o Cristiano fica nervoso antes de entrar em campo?
– Não acho que fique nervoso. O Cristiano fica absolutamente concentrado. Ele é um homem superconfiante, tem uma força incrível. O Cristiano é uma força da natureza, e hei-de dizer isto sempre. Não sei o que vai acontecer daqui para a frente, pois hoje estamos muito bem, mas nunca se sabe o dia de amanhã. Ele é um belíssimo ser humano e começou por ser muito meu amigo. E eu sou muito amiga dele. Esta é a base de tudo. Para gostarem uma da outra, duas pessoas devem, acima de tudo, ser amigas. Não há qualquer tipo de outros interesses aqui.
– Essa deve ser a razão do brilho dos olhos da Merche…
– Sim… (Risos) É bom que se diga isso, porque acho que os nossos sentimentos acabam sempre por passar cá para fora, acabamos sempre por mostrá-los. Só quem não sente é que não percebe isso. E isso responde a tudo, não vamos estar a complicar mais as coisas. Só quero que não me magoem mais e que me deixem viver a minha vida tranquilamente.
– Vai ser complicado estar com o Cristiano depois dos jogos?
– Vou fazer de tudo para poder ir lá sempre apoiar a Selecção. Mas não me preocupa a eventualidade de não estar com ele. Eu quero que ele se concentre, e também quero fazer o meu trabalho. Além disso, não se está com as pessoas apenas fisicamente. Também estamos juntos psicologicamente, através das energias, eu acredito muito nas energias… Obviamente que custa estarmos longe de quem gostamos, mas é algo a que eu, infelizmente, também já estou habituada, porque também estou longe da minha família, já que vivo sozinha no Porto. Nunca tive aquele calor familiar permanente, mas aguento bem e tenho forças para isso.
– A distância entre os dois acaba por ser inevitável ao longo deste tempo que dura o Mundial, mas com certeza falam ao telefone com muita frequência...
– A toda a hora. Sempre que queremos.(Risos)
– E essas conversas telefónicas são suficientes para matarem as saudades?
– Estamos juntos e felizes, e é isso que nós queremos. Acho que esta expressão dá para tudo. Posso aplicá-la a nós os dois, ao Mundial, ao País. A tudo.